terça-feira, 12 de setembro de 2006

Tuas verdades

Sinto necessidade de olhar teus olhos para poder enxergar tua alma e assim, entender tuas verdades.
Minha razão de "bruxa" pensa saber de tudo ao teu redor, mas por mais
que ela insista, ainda maior é a persistência de meu coração, que só
aceita a verdade que lê nas almas.
Queria poder perfumar tua vida como perfumo a mim mesma e ao meu leito.
Queria, também, regar cada teu amanhecer de alegria.
A dor te encontrando, queria te deitar em meu colo até ela silenciar.
As dores nos são necessárias como a luz.
Minhas escolhas não permitem o meu querer, entendes?
Quando fiz meu acordo com a vida não pretendia novos amores, não previ
que poderia encontrar a ti e as outras criaturas de luz em que
tropecei.
Não me arrependo de minhas escolhas, acontece que algumas vezes elas
doem uma dor desnecessária.
É por isto que me é permitido regar apenas as minhas plantas, minhas flores.
Minha vida é mesmo cheia de ironias, fiz um pacto com ela pensando em
abrandar minha dor, acalmar meu espírito e então... A confusão e a dor
fizeram lar na minha alma.
Eu posso amar, não posso ter amores.
Mesmo assim, eu te amo com meu coração, com meu espírito, nesta e em tantas outras vidas.