terça-feira, 2 de março de 2010

Teste de Paciência

Geralmente não publico artigos nem a minha opinião nesse blog que até hoje foi usado como divertimento, mas hoje resolvi abordar um tema diferente e talvez o faça mais algumas vezes.
Enfim, o nome do blog é Marcia Escreve.

“A inveja não é querer o que o outro tem. É querer que o outro não tenha.”

Tenho assistido a “batalha”, que parece interminável, contra a proposta do governo de reajuste salarial para a Brigada. Vejo um esforço e boa vontade da parte do atual governo e do presidente da Assembléia Legislativa, mas paciência tem limite. Tenho conhecidos que são brigadianos e que, em conversa recente, relataram que esta é uma discussão político partidária, ou seja: não interessa se soldados ou oficiais perdem, interessa é provar uma força política das associações e seus presidentes, alguns inclusive colados em suas cadeiras presidenciais ad aeternum, enquanto isso o tempo passa, a disposição do governo e dos contribuintes que são obrigados a assistir essa disputa vai se esgotando.
Pelo que me consta, este é o melhor reajuste dos últimos tempos e os soldados que recebem o menor salário estão assistindo ao bater de asas dele. Ano eleitoral, urge que se chegue a um acordo antes que expire o prazo e o governo desista de negociar. As mesmas pessoas que reclamam dos 19,9% que foi proposto para os oficiais superiores, já receberam esse valor anteriormente e terão um reajuste salarial. O problema é o que os outros irão ganhar, a malvada da inveja que faz com que se olhe sempre para o quintal verde e florido do vizinho e não se faça nada para melhorar o seu. Ora, existe uma hierarquia. Os oficiais chegaram lá por merecimento ou por antiguidade. Em todas as profissões existem salários diferentes, um professor sem pós graduação ganha menos que um com mestrado que por sua vez tem salário inferior ao daquele com doutorado.
Com relação aos 11% de contribuição, já é este percentual em outros estados e a maioria dos cidadãos colabora com este percentual para previdência. É outra legislação? É. Por esse mesmo motivo irão receber uma aposentadoria maior do que a da previdência social.
Sou uma cidadã e como tal sou política, mas não sou partidária. Não defendo nenhum governo e não tenho costume de levantar bandeiras em defesa disto ou daquilo, pago meus impostos, levanto todos os dias para trabalhar e contribuir com a sociedade. Acredito que os brigadianos deveriam receber um salário bem melhor, aliás, o salário mínimo deveria ser maior também, os impostos deveriam ser menores e deveríamos receber em troca deles saúde, educação, segurança e tal, mas nem tudo é justo.
Acredito que o governo deveria ter vontade política suficiente para separar a proposta em duas, antes que a própria corporação se quebre, rachada já está.
Deixo minha sugestão para os soldados, sargentos, subtenentes e tenentes: “É melhor um pássaro na mão que dois voando” e aconselho todos a lerem A Arte da Guerra.