Tantos caminhos desenhei para percorrer,
Tantas esquinas, tantas curvas com este traço inexato.
Espalhei sementes que não vingaram, plantei mudas que ao invés de crescerem
Morreram à míngua por falta de cuidado, eu estava ocupada desenhando novos trajetos.
Não ergui prédios, casas, choupanas.
Não queria companhia neste meu andar, não pretendia morar, só queria caminhar, caminhar...
Não contei minutos, tão pouco horas e dias, só queria estar a rabiscar.
Hoje parei, respirei fundo, girei em meus pés.
Suspirei estarrecida. Era um caminho vazio, chão batido, areia, pó.
Tudo seco, como seca eu mesma estava.
Descobri que não poderia voltar e refazer, desenhei tudo com caneta.
Agora meus traços são feitos com lápis.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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