Na rua escura marco a calçada com passos pesados, de quem carrega um mundo em si.
A cabeça ora vazia, ora transbordando, ora boiando no rio ao lado do reflexo da lua.
Muitas luas, muita água, muitas noites... Tantos passos...
Uma procura infinita do meu lugar, minha casa, minha gente, meus cheiros – aromas de vida.
Talvez fosse o momento de começar a me desfazer de coisas para dar espaço aos sentimentos e ao conhecimento.
Tenho uma sede e uma fome infinda do saber de tudo sobre qualquer todo que exista, como um buraco negro a engolir o que me entra pelos ouvidos, olhos, narinas, poros, pêlos, cabelos. Consome tudo que gruda no suor de meu corpo, então fico faminta e saio à cata de informações.
Observo pessoas, cães, gatos, seja o que for, pois nada é de fato o que de verdade nos parece ser. Tudo é fragmento.
Esvazio as mãos, tiro os sapatos, despida de roupas, nua de preconceitos, flutuo no rio e lavo tudo da alma, até você...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
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