Ah, essas horas que teimam em não passar...
Estes dias de inexistência que sou obrigada a cumprir.
Nada passa, parece tudo perpétuo como alguns túmulos o são.
O retorno à minha verdadeira casa parece tão lento que, por vezes, imagino esta demora como um castigo atormentando-me nesta não vida.
Que saudades de mim, do meu universo, dos meus odores, das minhas pessoas, dos meus mortos.
Tenho saudades dos que partiram sem despedir-se de mim, dos que ainda partirão, embora saiba que todos e cada um, irão quebrar um pedaço do meu coração e rasgar um tanto da alma minha.
Ah, estes dias, estes anos, estes amores que demoram a passar.
Cadê a morte que não chega?
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
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