Hoje fiz a cama com lençóis brancos de puro algodão.
Borrifei água de rosas sobre os lençóis.
Parece tudo tão alvo, tão puro...
Acordei me sentindo assim, leve e pura.
Hoje me banhei de perfume e mel para te esperar.
Lavei meus cabelos, corpo e rosto com cuidado.
Como flor eu fosse e a chuva estivesse a regar-me...
Acordei me sentindo assim, perfumada e delicada.
Hoje te recebi na porta, braços abertos a acolher-te.
Beijei a boca tua, os olhos teus com um amor maior que eu.
Como parte de mim tu fosses...
Acordei me sentindo assim, toda tua sem ter a ti para mim.
Hoje adormeci em teus braços.
Quando percebi já havias partido,
No lugar de teus braços ficou um cheiro forte de jasmim.
Acordei me sentindo assim, fiapo de mim.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
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Um comentário:
MARCIA
Este poema tem a beleza, a suavidade e a força de uma inspiração maravilhosa. As palavras soam como como lençõis brancos de algodão e entram na alma como o orvalho noturno: calmo, permanente, quase sem ser notado mas que molha. Belíssimo. Beijos com muito carinho. Romeu Karnikowski
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