Lá vem a Senhora,
Desfilando em passos lânguidos pelos corredores.
Ela Sabe que para alguns o tempo urge,
Mas nada interrompe seu andar.
Ah, esta Senhora...
Já levou consigo o amor da minha vida e meu amado.
Quando adentra a sala branca, tudo silencia.
Mãos, máquinas, tudo inerte,
Retiram-se todos enquanto ela, num terno abraço,
Recebe aquele que veio buscar.
Ah morte, quão terna tu podes ser.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Márcia, sou médico e é a primeira vez que observo alguém falar da morte de uma maneira tão poética.
Parabéns, por este e pelos outros.
Postar um comentário